 |
| |
O núcleo inicial de povoamento fixou-se sobre uma
grande rocha, chamada Lage, que, durante quase dois séculos,
deu nome ao antigo povoado. |
|
A
população dedicava-se ao plantio de gêneros alimentícios e à criação
de gado. Em 1831 o povoado contava com 1.243 habitantes, entre
homens livres e cativos, sendo elevado à categoria de paróquia em
1840 por causa do grande número de fiéis que freqüentavam sua
igreja.
| A Matriz de Nossa Senhora da Penha de França substituiu
a primitiva capela que fez surgir o povoado de Lage, hoje
Resende Costa. |
Em 1911 o povoado de Lage ganhou sua autonomia como
município, recebendo o nome atual — uma homenagem aos inconfidentes
(pai e filho) que ali viveram. Nesta época, a cidade experimentou
maior desenvolvimento econômico, favorecida por sua localização no
entroncamento de várias estradas para a zona Oeste de Minas Gerais.
A atividade industrial desenvolveu-se a partir da produção de
açúcar, manteiga, polvilho, aguardente, calçados e
arreios.
Hoje a cidade vive quase somente do artesanato têxtil,
confeccionando colchas, tapetes e outros artigos para casa em teares
manuais. A maioria da população tece ou vende esses trabalhos,
produzidos com sobras de malhas das indústrias nacionais. Várias
lojas e, ainda, uma interessante oficina de móveis feitos com
madeira de demolição vendem o artesanato local.
| Casas antigas desafiam o tempo, revelando as origens
setecentistas da cidade, preservada apenas em seu núcleo
central. |
Construída sobre uma rocha, a cidade oferece privilegiada
vista panorâmica e goza de prestígio junto a espiritualistas. Ao
lado da Matriz de Nossa Senhora da Penha, moradores e visitantes
podem caminhar sobre a grande 'laje' e apreciar a paisagem
montanhosa da região. |